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Puxa, o pessoal pediu para colocar alguns dos meus desenhos aqui, ainda não acho que sejam dignos de se expor hahahahha, mas colocarei alguns que acho que ficaram interessantes.

este primeiro é um passarinho, chamado Ferro-velho, que habita a Mata Atlântica. Foi minha primeira experiência usando um papel escuro como fundo.

Fiz todo em lápis de cor, e algumas partes no lápis prata. Acho legal…por ter sido desenhado direto no papel preto, sem esboços.

Como podem ver…ainda não defini como farei minha assinatura.

Outro dia coloco mais alguns….. estou fazendo um retrato da minha esposa, se depois dele ela continuar casada comigo eu coloco aqui!

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Pensei que passaria esta Copa sem fazer nada editorial para este evento.

Fiz, não muita coisa, mas um trabalho bem agradável e para uma tremenda enciclopédia a respeito do tema.

Pedro Almeida, editor da Leya, me pediu para olhar uns arquivos de um livro que ele pretendia lançar em pouco tempo, em que o autor já tinha diagramado e ilustrado,  apenas relatei os problemas na mudança de tamanho e outras coisinhas e passamos para dois diagramadores ajeitarem as páginas.

Eu me concentrei em fazer a capa e um caderno de imagens para o livro.

O Lycio Vellozo fez um tremendo trabalho de pesquisa, você encontra tudo que aconteceu nas copas, estatíscas, dados das eliminatórias, curiosidades…. fantástico.

Conseguimos comprar algumas belas fotos para o livro, na capa fiz um mosaico com algumas delas, o que atrai o público interessado pela curiosidade de saber de quem e quando são aquelas imagens.

Pena foi não conseguir muitas imagens anteriores à copa de 1954, além de que não tinhamos tanto dinheiro assim, mas gostei muito do resultado, o difícil era olhar a diagramação para apontar os erros de composição sem me distrair lendo os dados que o livro traz.

Soube que o livro está vendendo muito bem…fico duplamente feliz!

Recentemente trabalhei no miolo de duas biografias para a Companhia das Letras, são elas: Rimbaud: a vida dupla de um rebelde e Franz Kafka: o mundo prodigioso que tenho na cabeça.

São livros de leitura tranquila para quem quer conhecer um pouco mais da vida destes dois monstros da literatura mundial. O grande poeta francês Rimbaud, que compôs toda sua obra antes dos vinte anos, incluindo o esplendoroso Uma estadia no inferno, e teve uma vida curta e turbulenta e, Franz Kafka, que também morreu cedo e teve uma das mentes mais complexas e incríveis da literatura mundial.

As capas, lindas como sempre, são do Kiko Farkas, que acaba de lançar o livro Cartazes Musicais, pela Cosac Naify, retratando os seus quase trezentos posteres que fez para a Orquesta Sinfônica de São Paulo. Vale comprar este livro também.

Lembram do meu primeiro post?

A respeito da capa do livro O órfão de Hitler?

Este projeto me fez criar esta seção a respeito de trabalhos que não foram aprovados e que deveriam, pelo menos, serem mencionados, conversei com os clientes a respeito disto, gostaram da ideia e liberaram a veiculação, restrita a tamanhos pequenos das imagens. São trabalhos em fase de leiaute, por isso, inacabados ou mesmo apenas em desenho básico.

Pois bem, a capa do O órfão de Hitler não foi tão facilmente aprovado, tive uma troca de editor no meio do caminho, entre a primeira e a segunda aprovação a Mariana Rolier, fantástica por sinal, agora está na Leya, tinha aprovado dois leiautes, mas depois tivemos uma mudança de linha de trabalho para o livro.

Eu queria capas mais conceituais, não tão na cara do leitor, e a Mariana comprou a idéia, as primeiras capas são bem subjetivas, e particularmente continuo adorando a do balanço.

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Mas cada editora tem uma forma de tratar o livro, e a Planeta faz o melhor no seu segmento. Aprendi muito com eles como tratar um livro mais comercial e igualmente bonito.

Já com a saída da Mariana, trilhamos outro caminho, tentei primeiro fazer capas com um menino, às vezes refugiado, outras já na juventude nazista, dois tempos distintos na historia do livro e do personagem.

Pesquisei em bancos imagens da época…e tentei em algumas um toque mais artistico para a capa, mas ainda não estava no caminho certo… eram muito não ficção e o livro é ficção.

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Gostei também da capa do menino da Juventude Hitlerista pintado de verde, queria um destaque em um só menino…e usei nessas capas cores chapadas…como naqueles pôsteres antigos.

Não sei se perceberam….mas até esse momento o livro se chamava Os órfãos e de Hitler, no final, trocaram para o singular.

Depois de um tempo, pediram capas com Hitler, pois é, Hitler vende, por mais absurdo que pareça, e eu não queria usá-lo, pois tinha feito a capa do livro Operação Valquíria usando ele a pouco tempo, e para a Planeta!

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A diretoria da Planeta queria muito a capa colorida do führer recebendo flores dos meninos, eu acho ela plasticamente perfeita, de um impacto visual muito forte, porém a qualidade dela era sofrível, era de um escaner de um cataz da época, com qualidade péssima não funcionaria para a capa, não quis arriscar a pensarem que a capa foi mal impressa.

Consegui mostrar a imagem que eu achava ideal para a capa, a mesma que foi aprovada, mas antes fiz uns testes de cores e disposição de  texto. O vermelho nesse caso, não destacou a foto como pensei.

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Escolhemos uma variação da capa ocre, com outro tipo de tipologia e num tom mais claro.

Apesar de amar a capa do balanço, a do Adolf Hitler que foi aprovada ficou muito boa, e me deu muita satisfação em trabalhar nela., recortes, camadas, sombras e pintura…um belo trabaho “artesanal”!

Capa: O órfão de Hitler

No mesmo dia em que Michael Jackson morreu, durante à noite, meu amigo e editor Pedro Almeida me ligou perguntando se eu topava, e podia, fazer toda a arte de um livro a respeito do Michael rapidamente, claro que concordei, primeiro porque seria um tema interessante para se trabalhar, outro porque deveria ter uma visibilidade muito boa para mim e em terceiro, porque trabalhar com o Pedro sempre é bom. O ponto ruim, o prazo!

Na segunda ou terça-feira seguinte Pedro me passou os detalhes do livro, até esse momento não sabia, nem formato, nem quanto seria gasto, não sabia quem era o autor nem a editora em que o livro seria publicado, quando ele me passou os detalhes, eu corri para preparar o projeto, tive só dois dias para entregar, mesmo asism fiz meio às escuras, pois o texto também não estava completo, que foi feito pelo fã, e excelente pessoa, Jonathan Croaciatti.

Pela falta de tempo, tive que reduzir minhas pesquisas, e acentuar em pontos mais técnicos, sobretudo no número de páginas pretendido pela editora, também corremos com as negociações com as imagens, nnåo tinhamos praticamente nada até o início, tentamos alguns bancos, para fazermos um pacote de imagens e fechamos com a Getty Images, o Pedro conseguiu milagres nesta negociação.

Claro que eu, como designer, queria um pouco mais de imagens, sobretudo as coloridas, mas sei o quanto é difícil conseguir dinheiro para fazermos algo realmente bom.

Abaixo está a capa aprovada, fiz mais algumas (colocarei na seção “Os grandes rejeitados”), escolhemos um Michael jackson dos anos oitente, por alguns motivos, a maioria deles estéticos, e de qualidade da foto, o corte estava bom, a pose dele também, estava com um belo sorriso (isso ajuda a vender), e o fundo estava bem uniforme.

Logo a abaixo, no rodapé, colocamos algumas pequenas imagens do Michael em diversas etapas de sua vida, desde o inéicio no Jackson 5 até uma de 2006, assim conseguimos abordar todas as épocas, e mostrar que o livro é uma biografia que engloba toda a acarreira, já tinha feito algo semelhante no livro Furacão Elis, de 2007, mas lá as coisas foram mais fáceis, pois as imagens da capa eram preta e brancas, e tinha diversas imagens dela no palco, depois eu posto por aqui.

Capa do Livro Michael Jackson

Queria usar um pantone dourado, pelo caréater comemorativo dos 50 anos e dar um pouco mais de Glamour, mas temos sempre os problemas de orçamento, mas usei um som semelhante feito em CMYK, o resultado ficou bom.

já dentro do livro, eu era obrigado a usar 32 páginas coloridas, divididas em dois cadernos de 16 páginas, um no começo e outro no centro.

Ótimo, até saber que só poderíamos comprar, 40 imagens, sendo que tería que usar uma, bem grande, em cada um dos capítulos, isso me reduziria para pouco mais mais de 25, e mesmo assim precisaria de outras para colocar dentro dos textos.

Foi uma verdadeira tarefa de testes, acertos erros na diagramação, até chegar um resultado bom, usei basicamente imagens bonitas e grandes do Michael em páginas duplas, com isso conseguia preencher duas páginas com uma única foto, também fomos salvos pela Sony que liberou algumas imagens e colocamos diversas imagens de clipes, capas de discos e revistas no final do livro, o livro ficou bem completo neste sentido.

Frontispício

Michael Jackson

Adorei, sobretudo, algumas imagens, como a do frontispício, é uma imagem tão linda, tanto na forma quanto nas cores, e se encaixou direitinho nestas páginas, impossível pensar nela em outro lugar, ou o front sem ela.

Tive dificuldade com os textos, pois não era em um grande volume, mas consegui criar algo legal coloando um recuo diferente a partir do segundo parágrafo de cada intertítulo, ficou diferente, deu um balanço nas páginas e consegui ganhar espaço, coloquei também um cabeço com imagem, para indicar o capítulo e amarrar mais o texto na página, como era em pouco volume, tinha muito medo dele ficar disperso.

Consegui diagramar todo o livro em dois dias, rapidinho, mas o que eu fiz, nesses caso em que o livro tem que ser agilizado, eu não me preocupo muito com as imagens, expliquei isso ao Pedro, mas ele já sabia que faria isso, ele me conhece!

No projeto, já pensei em fixar o tamanho das imagens, tanto em aberturas e nas que aparecem no decorrer do texto, as únicas que variavam eram as de final de capítulo, mas serviam para preencher a página, e tinha um tamanho que eu já esperava também, com isso, entreguei a diagramaçao de todo o livro nesse prazo, em enquanto revisavam o texto, eu montava as aberturas, escolhia novas imagens, trocava outras e, quando o livro chegou da revisão, que felizmente veio limpinho, eu já tinha o livro praticamente acabado, mais algumas horas e o livro estava pronto para a gráfica.

Michael Jackson 2

Michael Jackson - sumario

Fiquei muito feliz com o resultado, com a equipe de apoio, a prontidão do Pedro em me atender e as decisões rápidas que tomamos com a Planeta para fechar este livro, o meu trabalho ficou restrito em pouco mais de 5 dias nesse livro. E foi bom saber que a respota dos críticos e do público foi excelente, até o  momento deste post o livro já tinha alcançado o 11º lugar em vendas, isso recompensa nossos esforços.

Desde que conheci a arte de Shepard Fairey, achei-o um dos grandes artistas gráficos da atualidade, conheço o trabalho dele  antes da série de pôsteres para a candidatura de Barak Obama e de seu prêmio “Brit Insurance Design Award 2009”, talvez o mais merecido em anos desta premiação. Lembro-me de uma capa de disco que ele fez para Jello Biafra (ex-Dead Kennedys), em 2000, como acompanho o material do Jello e gosto muito de design editorial, foi aí que me dei conta do Shepard.

Mesmo que alguns críticos desdenhem da arte de Obey e enalteceçam ao mesmo tempo Vik Muniz e Andy Warhol eu o aprecio, e, muito, talvez porque ele tenha feito muito da arte de rua e capas de discos e cartazes de bandas que aprecio como Anthrax, Smashing Pumpkins, Bad Brains entre outros, também por fazer muitos trabalhos com cunho social, que são muito belos e tocantes.

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Gosto da linha de seus trabalhos,  muito semelhantes a arte de cartazes do comunismo soviético e chinês, e a simplicidade em reduzir os tons como num silkscreen e gravura fazem deles obras marcantes. Ele consegue navegar entre a arte e peças publicitárias com muita singularidade, algo que ainda luto para conseguir em meus trabalhos.

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Fairey não faz muitas capas de livros, salvo a de um livro que reune sua obra, e ainda quero comprar este semestre, e poucas outras sem tanta repercursão, porém ele fez duas para a Penguin books que são lindas, ambas para livros de George Orwell, 1984 e Revolução dos bichos, acho que ele foi o artista certo para fazer essas capas das novas edições.

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Mas o porquê do título deste post?

Voltando ao material que ele fez para a campanha do Barak Obama, e de sua célebre coleção de pôsteres, entre eles, o mais famoso “Hope”, eis que em outubro próximo, Jello Biafra, sim, ele de novo, lançará um disco com uma capa feita por Shepard Fairey, e o titulo do disco será “The audacity of HYPE”, na capa, o Jello de diabo, na mesma alusão ao cartaz de “Hope”, Jello e Obey não perdem o tino neste caso!

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“A história trata de uma família de poloneses que são enviados para um campo de concentração. A criança dessa família é um menino que chama a atenção dos alemães por possuir traços de pureza da raça ariana. Ele tem cabelos loiros, olhos azuis e se parece demais com um menino que está ao lado de Hitler num cartaz da Juventude Hitlerista. Por isso, ele é tirado do campo de concentração e enviado para viver como adotivo numa família nazista. Daí ele foge e temos as aventuras…”

Bem, esse foi o briefing que me passaram para o livro O órfão de Hitler, na verdade, o segundo briefing, a partir do primeiro fiz uma série de capas que apesar de terem ficado muito legais decidimos partir por outro caminho. Em  alguns dias colocarei elas na seção Os grandes rejeitados, tá legal?

Em virtude do livro do Michael Jackson, que foi uma correria, tive que acelerar muito nesta capa também, e a pesquisa de imagens nestes casos é um tanto complexa, descobri que a Getty Images e a Corbis tem péssimos mecanismos de busca, por exemplo, se você procurar por Hitler aparecem milhares de imagens mas, a imensa maioria, de acontecimentos, cartazes e eventos posteriores a sua morte, mas se for esperto e digitar Hitler 1939, aparecerá muito mais imagens do dito cujo, multiplique isso pelos anos em que Hitler ficou no poder (1939-45) e teremos centenas de imagens!

Achei algumas bem interessantes e o Rogério Alves, gerente editorial da Planeta, queria que de alguma forma eu achasse um  menino e o destacassse daquele universo.

Pensei em colorir o menino, lembrei de minha adolescência e de flmes como Casablanca, que na época passavam na Globo com os slogans de “Colorizados por computador”, ficam comcores meio empasteladas, mas o objetivo não é ficar igual ao real e sim imitá-la, parti por este caminho e o resultadoda capa é este aqui abaixo:

Capa: O órfão de Hitler

Os pontos difíceis nesta capa foram: primeiro fazer uma pesquisa para achar a cor real dos uniformes da Juventude Hitlerista, apesar das fotos coloridas existirem já há algum tempo, não eram muitas, e sobretudo encontrei pouca coisa destes uniformes, tive que fazer algumas associaçoes com uniformes militares da época. Fiquei em dúvida, por exemplo, se a cor dos detalhes, botões e corrente de metal eram prateadas ou douradas, mas isso eu resolvi verificando que a maioria dos uniformes alemães de tons verde-escuros tinham os detalhes em prateado… também achei uma pequena foto colorida em que mostrava isso.

Um segundo ponto que me tirava o sono era fazer um recorte relamente bom, não precisa ser real mas não queria de forma nenhuma que fosse “duro”, queria muito que também se parecesse com aquelas imagens pintadas por cima de fotos PB, minha avó tem duas na casa dos meus pais (e que logo logo tomarei posse delas), uma de minha bisavó e outra de minha avó e meu avô.

Gostei muito do resultado e, sobretudo, foi gratificante todo este aprendizado nesta capa, a parceria com a planeta está trazendo excelentes trabalhos, depois comentarei outros.